terça-feira, 28 de outubro de 2008

A década de plástico


Uma mala da Nike que vem com o caro e desejado Nike Shox, cabelos devidamente espetados e padronizados, rostos (nem sempre feios) mascarados pela aceitação social, cabelos (nem sempre ruins) macios e cheirosos considerados passaportes. Plástico é felicidade. Felicidade é ilusão e insensibilidade. Você acha que eu estou escrevendo sobre outra pessoa, mas não, é sobre você mesmo. Você já foi moldado pela fornalha da sociedade. Pegue um espelho, olhe esse seu rosto. Essa sua ''beleza'' sai com água e sabão. Agora, olhe o seu cabelo. Virou plástico. Você é uma metamorfose ambulante, mas nem você sabe disso. Uma metamorfose movida pela falta de personalidade e lucidez, não pela livre e espontânea vontade. É um líquido, um papel, uma erva, moldados pelo desejo de ter histórias para contar e provocar a falsa sensação de grandeza em si mesmo. A vaidade, morta pelos cobradores mundiais, perdeu o real interesse do bem-estar e se tornou uma obsessão. Não, você não é livre. Você está preso, e o pior: em uma cadeia com muitas celas vagas.

sábado, 27 de setembro de 2008

Quem são os patrões?

Estamos perto das Eleições municipais e sabemos que Curitiba não é uma verdadeira cidade ecológica, nem o Rio a 'Cidade Maravilhosa', a grande resposta dos eleitores pra isso é: "nenhum político presta". Mas enquanto os patrões, aqueles que decidem quem entra e sai do governo, reclamam da péssima administração do mesmo, os corruptos continuam assumindo o poder.

Não temos liberdade de ir e vir, pois não há segurança, para muitos as ruas mais se assemelham a campos de batalha. A educação pública não pode garantir um futuro promissor ao país, nem a formação de seres humanos íntegros. Os problemas são inúmeros, porém, o que falta é dinheiro pra investir ou caráter dos políticos e consciência dos cidadãos?

Já é hora de cair na real. Assumirmos nossa responsabilidade e valorizar o título de eleitor, reconhecendo que também somos culpados pela insatisfação que o governo propicia.

Receio que enquanto preferirmos dar mais atenção ao último jogo do verdão do que aos candidatos que devemos julgar prudentemente, a única política que funcione seja a do pão e circo.